Pirajuba registra tremor de terra de magnitude 2,6, diz Rede Sismográfica Brasileira
04/07/2026
(Foto: Reprodução) Tremor de terra em Pirajuba
RSBR/Reprodução
Um novo tremor de terra, de magnitude 2,4 na escala Richter, foi registrado na quinta-feira (2) no Triângulo Mineiro. Desta vez, o abalo sísmico foi registrado em Pirajuba, segundo a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), que captou a movimentação.
(CORREÇÃO: ao publicar esta reportagem, o g1 errou ao informar que Planura havia registrado um novo tremor de terra. Na verdade, o tremor foi em Pirajuba. A informação foi corrigida em 6 de julho às 09h12).
Segundo a RSBR, houve relatos de que o tremor de baixa magnitude foi sentido pela população local por volta das 20h30.
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Na quarta, um abalado anterior já tinha sido confirmado, de magnitude 2,6, em Planura, também no Triângulo. Com isso, são dois tremores na mesma semana confimados pela RSBR.
Os dados foram enviados para análise do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Há cerca de 9 meses, outro tremor, de magnitude 2,8, também havia sido registrado na zona rural de Planura. Apesar da sequência de movimentações em um intervalo tão curto, o sismólogo Bruno Collaço reforça que tremores dessa magnitude são considerados comuns no Triângulo Mineiro e, em geral, não provocam danos estruturais ou riscos à população.
“Pequenos tremores de terra em Minas Gerais não são incomuns, muito pelo contrário. É o estado com o maior número de abalos sísmicos registrados. Os tremores naturais, na sua grande maioria, se devem às grandes pressões geológicas que atuam na crosta terrestre”, explicou especialista.
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Sismos são mais comuns do que parecem
Ao contrário do senso comum, sismos no Brasil são relativamente frequentes. Tremores com magnitudes entre 2 e 3 ocorrem praticamente todas as semanas em alguma região do país.
Segundo especialistas, tremores como esse são, na maioria das vezes, fenômenos naturais associados à dinâmica da própria crosta terrestre. Eles costumam ter origem tectônica e estão relacionados às grandes pressões geológicas que atuam constantemente nas rochas abaixo da superfície.
Mesmo em regiões afastadas das bordas das placas tectônicas, como é o caso do Brasil, essas tensões podem se acumular ao longo do tempo e provocar pequenos deslocamentos no interior da crosta. Quando essa energia é liberada, ocorrem os chamados sismos, que geralmente têm baixa magnitude e raramente causam danos.
Ainda de acordo com o Centro de Sismologia da USP, tremores de terra não podem ser previstos, e, portanto, não é possível afirmar se novos abalos ocorrerão.
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