Mpox em MG: Formiga registra primeiro caso do Centro-Oeste em 2026
27/02/2026
(Foto: Reprodução) Um dos sintomas de mpox são lesões na pele
Reprodução
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro caso de mpox em 2026 no Centro-Oeste do estado. A confirmação ocorreu nesta terça-feira (24) e envolve um paciente de 36 anos, morador de Formiga.
A doença é causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola. Os principais sinais e sintomas incluem feridas na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza (leia mais abaixo).
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o homem esteve em viagem ao Rio de Janeiro no início de janeiro. No dia 12 de janeiro, após retornar a Formiga, começou a apresentar febre, mal-estar, diarreia e lesões vesiculares e em partes do corpo.
O paciente procurou atendimento médico especializado em infectologia. Após avaliação clínica e investigação, foi solicitada testagem para mpox. A amostra foi coletada no dia 21 de janeiro com resultado positivo confirmado na terça-feira (24).
Ele foi avaliado e mantido em isolamento domiciliar. Não houve necessidade de uso de medicação antiviral, já que o quadro evoluiu de forma leve, com cura espontânea. O caso foi encerrado após recuperação completa.
As autoridades de saúde informaram que foi realizado o monitoramento dos contatos do paciente, sem identificação de novos casos relacionados.
Situação em Minas Gerais
Segundo a SES-MG, até o momento, cinco casos de mpox foram confirmados em Minas Gerais em 2026, todos com evolução para cura.
Três registros ocorreram em Belo Horizonte, com confirmações nos dias 7/1, 29/1 e 24/2. O quarto caso foi confirmado em 29/1, em Contagem. O quinto é o de Formiga.
Todas as confirmações neste ano foram em pessoas do sexo masculino, com idades entre 30 e 45 anos.
Entenda por que a mpox voltou a ser uma emergência global
Sintomas e transmissão
Os principais sinais e sintomas da mpox incluem:
Lesões na pele
Aumento de ínguas
Febre
Dor de cabeça e no corpo
Calafrios
Fraqueza
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados.
Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
LEIA TAMBÉM:
Minas Gerais confirma quinto caso de mpox em 2026
Enfermeira faz parto de vizinha e ajuda a salvar bebê
Morte de bebê em parto normal mesmo com encaminhamento para cesárea é investigada
Prevenção e tratamento
Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é fundamental.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada, e não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
A estratégia de vacinação no estado prioriza pessoas com maior risco de evolução para formas graves, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam com nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.
A SES-MG informou que mantém monitoramento permanente do cenário epidemiológico e reforça a importância da informação qualificada e da adoção de medidas preventivas.
VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas