Corpo de brasileiro morto pela polícia dos EUA será cremado nesta segunda; caso é investigado

  • 09/03/2026
(Foto: Reprodução)
Brasileiro Gustavo Guimarães, natural de Belo Horizonte, foi morto a tiros pela polícia de Powder Springs Arquivo pessoal Será cremado nesta segunda-feira (9), em Powder Springs, na Geórgia (EUA), o corpo do brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, que morreu após policiais atirarem contra ele no dia 3 de março. De acordo com a mãe de Gustavo, a liberação ocorreu após a perícia, finalizada no último sábado (7). A mulher relatou à reportagem da TV Globo que a família optou pela cremação e uma cerimônia mais reservada por causa da gravidade dos ferimentos provocados pelos disparos. Segundo a denúncia de familiares, o brasileiro foi baleado sem motivo enquanto conversava com conselheiras do governo para receber tratamento psicológico e psiquiátrico. Apesar da versão apresentada pelos parentes, o Departamento de Polícia de Powder Springs alega que o homem sacou uma arma durante a ocorrência. Gustavo é natural de Belo Horizonte e morava em Acworth há mais de 20 anos. Ele era estudante na Life University, na Geórgia. Segundo a mãe de Gustavo, que preferiu não se identificar, o mineiro era muito dedicado. "Gustavo tinha cidadania há mais de 20 anos. Estamos aqui desde 1998. Falava inglês perfeitamente, não tinha sotaque, ele era estudante de biologia e trabalhava como líder de ética da biblioteca da Life University", explicou. Ela contou que o estudante defendia causas importantes para a sociedade. "Era ativista contra crueldade de animais e outras causas. Ele nem comia carne, era vegano. Ele também dizia que Deus não criou arma, que foram os homens. Meu filho não estava armado. Era completamente contra arma, era ativista contra violência", contou. Investigação A mãe de Gustavo, que estava com ele pouco antes de ele ser morto, ainda não foi chamada para prestar depoimento. A família espera a análise de imagens de câmeras de segurança próximas do local da ocorrência e pede que vídeos de câmeras corporais dos policiais sejam analisados para comprovar que o homem não tinha uma arma. Um advogado já está prestando assistência jurídica aos familiares de Gustavo. Relembre o caso Na última terça-feira (3), o brasileiro se encontrou com a mãe e duas profissionais de saúde mental do governo da Geórgia no estacionamento de um supermercado de Powder Springs para conversar. Segundo a família, a intenção era pedir ajuda para o filho, que estava apresentando sinais de transtornos mentais. Gustavo teria começado a falar mais alto, mas não teria agredido ninguém, apenas ficou nervoso com a situação. Em um determinado momento, policiais chegaram ao local dizendo que receberam uma denúncia sobre uma pessoa com transtornos mentais em surto. "Eu ainda estou muito chocada com tudo o que aconteceu", desabafou a mãe de Gustavo. Apesar da versão apresentada pelos parentes, o Departamento de Polícia de Powder Springs informou que, quando os policiais chegaram ao local, o homem sacou a arma em uma "ocorrência relacionada à saúde mental". A mãe negou que o filho estivesse armado. O caso é apurado pela Agência de Investigação da Geórgia. O Ministério das Relações Exteriores informou que tem ciência do ocorrido e está em contato com a família do brasileiro. Confira os vídeos mais vistos no g1 Minas:

FONTE: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/03/09/corpo-de-brasileiro-morto-pela-policia-dos-eua-sera-cremado-nesta-segunda-caso-e-investigado.ghtml


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