Buscas por criança de 4 anos desaparecida em MG entram no terceiro dia
31/01/2026
(Foto: Reprodução) Mãe de criança autista desaparecida em MG faz apelo nas redes sociais
As buscas por Alice Maciel Lacerda Lisboa, menina de quatro anos de idade que desapareceu na tarde de quinta-feira (29), entraram no terceiro dia neste sábado (31).
A menina é autista não verbal, ou seja, não utiliza a fala como principal forma de comunicação, e foi vista pela última vez no sítio da avó, em Bituri, um distrito de Jeceaba, na Região Central de Minas Gerais.
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Bombeiros, policiais e moradores da cidade fazem varreduras em uma área de cerca de 40 hectares, o equivalente a 40 campos de futebol (leia mais abaixo). No fim da tarde de sexta, o Ministério da Justiça emitiu um alerta sobre o desaparecimento.
A Polícia Civil abriu uma investigação sobre o caso e afirmou estar realizando todas as diligências. Até a última atualização desta reportagem, a instituição não havia informado quais são as hipóteses consideradas sobre o desaparecimento.
Criança autista desaparece em Jeceaba
Mãe fez apelo em áudio
Nesta sexta-feira, a mãe da menina usou as redes sociais para fazer um apelo e tentar localizar a filha. Em um áudio compartilhado pelo WhatsApp, Karine Maciel, de 24 anos, pediu que a menina seja devolvida caso tenha sido encontrada por alguém (ouça acima).
A autenticidade da mensagem foi confirmada pelo g1 com a família.
"Pelo amor de Deus, se alguém pegou a minha filha, por favor, devolve ela. Ela é autista. Ela precisa de cuidado. Ela fica comigo o tempo inteiro. Ela só não fica comigo quando eu trabalho [...]. Ela tem um irmão da idade dela. Os dois só ficam juntos. Ele 'tá' sentindo muita falta dela, por favor. Se alguém pegou minha filha, devolve. Ou, então, larga ela em algum lugar e avisa", disse a mãe.
Alice Maciel Lacerda Lisboa, criança autista que desapareceu em Jeceaba
Reprodução/Redes sociais
Desaparecimento
O desaparecimento de Alice foi registrado por volta das 14h30 de quinta-feira. Ao g1, o tio da criança relatou que, no momento do desaparecimento, ela estava com os avós e o irmão mais novo, de três anos.
"A varanda é toda fechada. Em questão de uma distração de um minuto, ela abriu o portão e saiu. Em pouco tempo, eles deram falta dela e foram lá fora, mas não a viram mais. Isso nunca tinha acontecido. Quando ela sai, ela gosta de ir para a área da piscina e não tem o costume de sair assim. Estamos angustiados", contou Luis Felipe Maciel Morais.
Ainda de acordo com o parente, aproximadamente 100 pessoas da comunidade se juntaram a policiais e bombeiros nas buscas (leia mais abaixo). Varreduras em córregos próximos também foram feitas.
Menina autista desaparece em Jeceaba
Estrutura das buscas
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas pela menina começaram na quinta. Ao todo, 28 militares foram empenhados na operação.
No primeiro dia, um cão farejador de odor específico indicou uma área de mata entre uma estrada e a casa da avó, considerada o último ponto em que a criança foi vista. O local foi demarcado e dividido entre equipes com bombeiros e voluntários.
Drones com câmeras térmicas também foram usados em sobrevoos e novas varreduras, enquanto militares especializados em buscas com cachorros e em florestas atuavam por terra.
Nesta sexta-feira (30), a operação foi ampliada, com exploração de novos locais, uso de cães farejadores, reavaliação dos pontos já verificados e realinhamento entre os órgãos envolvidos. A corporação informou que a área de buscas é equivalente a 40 hectares, o que corresponde a 40 campos de futebol.
Ainda conforme os bombeiros, a diversidade do terreno — com encostas íngremes, áreas de pastagem e mata fechada — dificulta os trabalhos e a leitura térmica dos drones. A chuva intermitente também atrapalha as buscas.
Áreas de buscas por Alice equivalem a 40 campos de futebol segundo o Corpo de Bombeiros.
Dhara Pereira / g1 Artes
Vinte e um militares do Corpo de Bombeiros estão mobilizados nas buscas por Alice
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Área de busca equivale a 40 campos de futebol
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