Acusado de matar homem com taco de sinuca é condenado a mais de 21 anos de prisão em MG
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Acusado de matar homem com taco de sinuca é condenado a mais de 21 anos de prisão em MG
Estefano Torres Figueiredo, acusado de matar um homem com um taco de sinuca dentro de um bar em Caxambu (MG) foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O tribunal do júri foi realizado na quinta-feira (23).
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O crime aconteceu em 15 de março de 2024, dentro de um bar no bairro Federal. A vítima, Osmar Júnior, tinha 31 anos e morreu um mês após a agressão.
Homem atingido com taco no olho ao se recusar a jogar partida de sinuca morre após 1 mês internado em MG
Arquivo Família
Segundo a Polícia Militar, os homens estavam jogando bilhar no estabelecimento, quando teriam discutido e Figueiredo, que na época tinha 24 anos, golpeou a vítima com o taco de sinuca no olho.
Testemunhas relataram à polícia o desentendimento e disseram que impediram que o agressor deixasse o local.
Osmar foi socorrido e levado, inicialmente, ao hospital de Caxambu, mas, devido à gravidade dos ferimentos, foi transferido para Varginha, onde morreu em 14 de abril.
Acusado de matar homem com taco de sinuca é condenado a 21 anos de prisão em Caxambu
Na época do crime, a advogada da família afirmou que vítima e acusado não tinham amizade ou contato anterior e que a agressão teria acontecido porque Osmar se recusou a jogar mais uma partida de sinuca.
A decisão no julgamento considerou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e motivo fútil. O réu não teve concedido o direito de recorrer em liberdade e permanece preso no presídio de São Lourenço.
Fórum de Caxambu
Reprodução Google Maps
Os pais da Osmar acompanharam a leitura da sentença. Para a mãe, Glória Fernanda Scharth Fogaça, foi menor do que o esperado porque havia laudos e provas que comprovavam a violência do crime.
“Eu sei que nenhuma sentença traria meu filho de volta, nenhuma sentença seria substituída, mas eu sinceramente esperava mais tempo [de condenação]. Foi um caso altamente agressivo, ele não teve a mínima chance de defesa”, afirmou.
Glória disse ainda que a condenação não ameniza a dor da perda de seu filho.
"Nós estávamos esperando chegar o dia do julgamento, lógico, para ter um desfecho. Mas, ao mesmo tempo, nunca nunca vai terminar. O pessoal fala 'terminou ontem com o julgamento'. Não, não terminou. Enquanto a gente for vivo, enquanto a gente estiver aqui na Terra, vai ser o nosso filho, vai ser o caso que aconteceu com ele, a gravidade que foi. Infelizmente , isso não tem como terminar."
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